domingo, 30 de abril de 2017

Morre o cantor Belchior aos 70 anos

                           Morre Belchior
Expoente da música popular brasileira por suas letras contestatórias, melancólicas e irônicas, morreu neste sábado aos 70 anos. De acordo com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, do Ceará, Estado natal do músico, os familiares não divulgaram a causa do falecimento que ocorreu na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul. O governador cearense, Camilo Santana (PT), disse em nota de pesar que "o povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente tudo que fez e pelo legado que deixa".
O Governo do Ceará, que decretou luto oficial de três dias, está preparando o traslado do corpo até o Estado, mas segundo informações da assessoria da Secretaria de Cultura cearense, faltam ainda definições da família para decidir o local do sepultamento, se em Sobral, onde Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes nasceu, ou em Fortaleza. Um velório e homenagem para Belchior estão sendo preparados na capital.
O compositor, autor de sucessos como Medo de avião, Velha roupa colorida e Apenas um rapaz latino-americanoteve o auge da carreira nos anos 70, com discos próprios e gravações de intérpretes como Elis Regina, que transformou Como nosso pais, composta pelo cearense, em hino de uma época. Em 1976 gravaria o disco Alucinação,que o consolidaria no cenário musical nacional, ao lado de outros músicos conhecidos como "pessoal do Ceará". "Belchior trancou a matrícula no curso de medicina e se mandou, cantou na 'barra pesada' e venceu com Hora do almoço um festival universitário de âmbito nacional. Era o começo. Jorge Melo foi um dos primeiros a emigrar. Ednardo e Fagner foram depois. O Ceará invadia, mas logo começaram as dificuldades da luta contra os rótulos. Depois dos baianos, a tendência era classificar a partir da procedência. E foi difícil convencer que não se tratava de um grupo cearense, mas de pessoas que embora tendo nascido no mesmo lugar, e apesar das dificuldades e afinidades, seguiam caminhos diferentes e tinham recados diversos a dar", escreveu, em 1977, no Jornal da Música, do Rio, o escritor, professor e crítico Gilmar de Carvalho.


Reportagem de Gilmar de Carvalho no 'Jornal da Música', em 1977, reproduzida no livro 'Pérolas do Centauro'
Reportagem de Gilmar de Carvalho no 'Jornal da Música', em 1977, reproduzida no livro 'Pérolas do Centauro'


Turbulências e desaparecimento

Belchior enfrentou turbulências nos últimos anos, recluso e fora do palcos. Em 2009, ganhou as manchetes depois que sua ex-mulher contratou um advogado para cobrar supostas dívidas e pensão devidas pelo cantor. “Para a família, Belchior está sumido desde 2007”, calculava o advogado da ex-mulher de Belchior Leonardo Scatolini na TV, naquele ano. Belchior chegou a falar com o programa Fantástico, desde o Uruguaiinformando que trabalhava no país em traduções da suas canções para o espanhol. "Sou um rapaz latino-americano", disse.
Mesmo cultuado, Belchior recusou os convites para voltar aos palcos. Nos últimos anos, se popularizaram no Ceará e em outras partes os dizeres "Volta, Belchior" em muros. No Carnaval deste ano, ele foi homenageado em blocos em São Paulo e em Fortaleza.

“Toca Raul!!!” – um especial sobre Raul Seixas

raul-seixas-toca-raulRaul Santos Seixas, mais conhecido como Raul Seixas foi um lendário cantor, compositor, produtor musical, vocalista e músico.
Permaneceu vinte e seis anos em atividade musical – de 1963 a 1989. Em sua lista de influências, encontramos músicos atemporais nacionais e internacionais como Luiz Gonzaga, Elvis Presley, Little Richard, The Beatles, John Lennon, Bob Dylan , só para citar alguns.
Frequentemente é considerado até hoje um dos pioneiros do rock brasileiro, e por vezes é chamado de “Pai do Rock Brasileiro” e “Maluco Beleza”, seu apelido mais conhecido.  Sua música caracteriza-se por misturar uma vasta composição de ritmos, como o próprio rock’n’roll, o rockabilly, baião, country rock, rock psicodélico, folk, fol rock, MPB, Blues, apresentava com letras reflexivas relatando os problemas comumente falados como vida e morte, a origem da vida, de onde viemos e para onde vamos, mas… de uma forma a frente de seu tempo devido à época em que se tornou conhecido e fez de composições inteligentes e doravante sua marca registrada.
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Em sua obra musical encontramos 17 discos lançados popularmente classificados como Rock e Baião unindo esses dois principais ritmos com maestria. Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras, de (1968) foi produzido quando ele integrava o grupo “Raulzito e os Panteras”, mas que só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas de Krig-ha, Bandolo! (1973), como “Ouro de Tolo”, “Mosca na Sopa”, “Metamorfose Ambulante”.  Todos seus sucessos são tocados frequentemente até hoje e muito pedidos em shows alheios palcos afora… sempre tem aquela brincadeira que alguém grita ao fundo: “Toca Raul!!!” – Quem nunca? Rsrs
No disco “Gita” de 1974, fortemente influenciado por figuras ocultista como Aleister Crowley, classificou Raul Seixas como “contestador e místico”, e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa.  Seixas era cético e agnóstico, e se interessava por filosofia (principalmente metafísica e ontologia), psicologia, história, literatura e latim e algumas ideias dessas correntes foram muito aproveitadas em sua obra, que possuía uma recepção boa ou de curiosidade por conta disso. Ele adquiriu de uma grande audiência relativamente alta durante sua vida, e mesmo nos anos 80 continuou produzindo álbuns que venderam bem, como Abre-te Sésamo (1980), Raul Seixas (1983), Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! (1987) e A Panela do Diabo (1989), este em parceria com Marcelo Nova.
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Seixas é aquele artista que não some – os fãs e admiradores o fazer eternamente lembrado, tanto que na medida que seus discos (principalmente álbuns póstumos) continuam a ser vendidos, tornando-o um símbolo do rock do país e um dos artistas mais cultuados e queridos entre os fãs nos últimos anos.
O último disco lançado em vida por Raul Seixas foi intitulado de A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil no dia 22 de agosto de 1989. Na manhã do dia 21 de agosto, o cantor foi encontrado morto sobre a cama, por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca: devido ao seu alcoolismo ter sido agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, o que causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso de sua carreira. Raul foi velado pelo resto do dia no Palácio das Convenções do Anhembi. No dia seguinte seu corpo foi levado por via aérea até Salvador e sepultado.

Cinema : A promessa, veja o trailer, estreia 11 de maio

A Promessa


Oscar Isaac faz o papel de Michael Boghosian, um estudante de medicina que chega até Constantinopla (Istambul), determinado a levar a medicina moderna para o local. Lá ele se apaixona por Ana (Charlotte le Bon), que está com o jornalista Chris Myers (Christian Bale), que foi até o local para cobrir uma matéria sobre política. Os homens se tornam rivais, mas, quando os turcos se unem à Alemanha na guerra, o Império Otomano começa a ficar violento contra as minorias. Apesar dos conflitos, os três precisam encontrar uma forma de sobreviver.




Angela Sarafyan, Charlotte Le Bon, Shohreh Aghdashloo, James Cromwell e Jean Reno completam o elenco.

Estreia prevista para 11 de maio nos cinemas.

Leci Brandão repudia César Menotti e sertanejo pede desculpas

Após ter sido criticado publicamente por ninguém menos que Martinho da Vila, Neguinho da Beija-Flor, Arlindinho e outros bambas, o cantor...