terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Filmes sobre acontecimentos reais que estreiam em 2018

O clichê diz que a verdade é mais estranha que a ficção. Esses filmes baseados em histórias reais provam que, pelo menos, a verdade serve como um interessante roteiro para cinema. Confira a lista de filmes que estreiam em 2018:

15:17 para Paris

Clint Eastwood dirige 15h17: Trem para Paris, que conta a história dos soldados americanos que estavam em um trem quando um ataque terrorista começa.
Com preparo militar, eles conseguem evitar uma tragédia. O interessante é que o trio de heróis interpreta a si mesmo: Spencer Stone, Anthony Sadler e Alek Skarlatos vivenciaram as experiências do filme em 2015. Estreia dia 9 de fevereiro. 

First Man

Ryan Gosling
O ator Ryan Gosling e o diretor Damien Chazelle, do sucesso premiadíssimo La La Land - Cantando Estações, vão trabalhar juntos em seguida, com a cinebiografia do astronauta Neil Armstrong. 
O filme, chamado First Man, é da Universal Pictures e se baseia na história da vida do primeiro homem a colocar os pés sobre a superfície da Lua. A maravilhosa Claire Foy interpreta a esposa de Neil. O filme estreia em 12 de outubro. 

Chappaquiddick

Chappaquidick
O drama político Chappaquiddick, tem Jason Clarke e Kate Mara, e estriea dia 8 de abril nos Estados Unidos. O título do filme é o nome da ilha onde o então senador Ted Kennedy (irmão mais novo de John Kennedy) acidentou-se ao cair de uma ponte com o carro que dirigia.
Ele escapou ileso, mas uma de suas funcionárias, Mary Jo Koepchner, ficou presa e morreu horas depois. Kennedy demorou mais de 12h para informar a polícia sobre o fato. Hoje acredita-se que Mary Jo teria escapado se ele tivesse procurado socorro logo depois do acidente. 
O filme mostra a tentativa desesperada de Kennedy para evitar que o fato prejudicasse sua carreira política. No elenco também estão Ed Helms e Jim Gaffigan.

Fighting with my Family

Dwayne johnson
Estreia de Stephen Merchant (Logan) como diretor, Fighting with my Family vai contar a história da lutadora da WWE Paige, que enfrentou o preconceito da família de lutadores profissionais quando decidiu também se tornar uma.
No elenco, Nick Frost, Lena Headey, Vince Vaughn e Florence Pugh. Dwayne Johnson atua e também é produtor executivo. O filme estreia dia 14 de setembro nos EUA. 

Hotel Mumbai

Hotel Mumbai
Dev Patel mais uma vez em um drama sobre uma história real. Hotel Mumbaivai contar a história do ataque terrorista a um hotel na India. Além de Patel, Armie Hammer e Anupan Kher estão no elenco. 
O filme chega aos cinemas em 2018, mas ainda não tem data definida. 

Boy Erased

Russel Crowe Nicole Kidman
Os atores Russel Crowe e Nicole Kidman estão em Boy Erased, drama que tem roteiro e direção de Joel Edgerton. O projeto é uma adaptação do livro homônimo de Garrard Conley. 
Lucas Hedges estrela esse drama sobre um garoto que assume a homossexualidade e é levado para uma "terapia de conversão". O filme chega aos cinemas em 28 de setembro nos EUA. 

Acadêmico de Tatuapé é bi campeã de S. Paulo


Campeã do ano passado, a Acadêmicos do Tatuapé garantiu o bicampeonato em 2018 com um enredo que celebrava o Maranhão. A escola da zona leste surpreendeu ao fugir da já manjada batida de funk e colocar a bateria para tocar reggae em diversos momentos do desfile. A disputa foi acirrada. O segundo título só veio na última nota do último jurado, no último quesito, mestre-sala e porta-bandeira, que também servia como critério de desempate. 

Acadêmicos do Tatuapé homenageia estado do Maranhão no carnaval 2018 (Foto: Fábio Tito/G1)

A Tatuapé concorria com a Mocidade Alegre, Mancha Verde e Tom Maior, que ficaram respectivamente em segundo, terceiro e quarto lugar. As escolas voltam a desfilar na sexta-feira (16), ao lado também de Dragões da Real e Império de Dragões da Real e Império de Casa Verde, quinta e sexta colocadas. 

Campeã em 2017, Acadêmicos do Tatuapé traz 3,2 mil componentes para a avenida em 2018 (Foto: Fábio Tito/G1)

Com o enredo "Maranhão: Os tambores vão tocar na terra de encantaria", a escola foi a quinta a desfilar na sexta-feira (9), primeira noite do Grupo Especial Grandiosa, colorida e com acabamento impecável, a campeã de 2018 abordou as tradições religiosas do Estado, suas festas e sua história desde a colonização, franceses e portugueses. Durante o desfile, a escola bicampeã fez paradinhas provando que os componentes estavam afinadíssimos com o samba. 

Integrantes representam os índios em desfile da Acadêmicos do Tatuapé (Foto: Ardilhes Moreira/G1)

A Acadêmicos do Tatuapé mostrou as belezas da fauna e da flora do Maranhão, mas também as mazelas da época da escravidão, as tradições religiosas e o folclore da região.
No ano passado, o título veio com o enredo sobre a África: "Mãe-África Conta a Sua História: Do Berço Sagrado da Humanidade à Terra Abençoada do Grande Zimbawe!". 

Abre-alas da Acadêmicos do Tatuapé se chama 'França equinocial – sonho francês' (Foto: Ardilhes Moreira)

A escola, que havia sido vice em 2016, se firma assim no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo 66 anos depois de sua fundação.

Estado do Maranhão é homenageado pela Acadêmicos do Tatuapé em 2018 (Foto: Marcelo Brandt/G1)

2º dia Carnaval Rio de Janeiro


Beija-Flor de Nilópolis, União da Ilha do Governador e Salgueiro se destacaram no último dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro. Unidos da Tijuca, Portela e Imperatriz Leopoldinense também desfilaram pela Sapucaí.
A Beija-Flor levou para a avenida sua crítica à desigualdade social e a todas as formas de intolerância. Última a entrar na Sapucaí, a escola foi seguida por uma multidão na avenida, representando o carnaval de rua.

A União da Ilha prestou uma homenagem à culinária brasileira, com carros luxuosos, e o Salgueiro fez um tributo às mulheres negras.
Já a primeira noite de desfiles foi marcada por protestos da Paraíso de Tuiuti e da Mangueira e também por problemas da Grande Rio, que estourou o tempo e perderá 0,5 ponto. A apuração das notas do Grupo Especial do Rio será na quarta-feira (14).


Unidos da Tijuca

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A Unidos da Tijuca abriu o último dia de desfiles no Rio exaltando o ator, diretor e escritor Miguel Falabella, com o enredo "Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem".
O homenageado foi destaque, e o desfile contou com Marisa Orth à frente da bateria na pele de Magda, personagem de "Sai de Baixo" que era mulher de Caco Antibes, interpretado por Falabella. Ela usou uma coleira com o nome "Caco".
Amigos como Arlete Salles, Cissa Guimarães, Claudia Raia e Aracy Balabanian também desfilaram. A infância, a vida no teatro, as novelas e as séries de Falabella foram lembradas em quase todas as 29 alas da escola.


Portela


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Uma das campeãs de 2017, quando dividiu o título com a Mocidade, a Portela levantou a Sapucaí com um enredo sobre refugiados. Segunda escola na avenida, a Portela chegou à concentração com gritos de "é campeã" e contagiou a arquibancada, que cantou o samba durante todo o desfile.
A escola da carnavalesca Rosa Magalhães contou a história de judeus que se refugiaram em Pernambuco na época da dominação holandesa.
O tradicional abre-alas da escola não fugiu à regra e veio com a enorme águia no topo, junto a dezenas de integrantes com asas luminosas. A escola de Madureira detém o maior número de títulos no Grupo Especial do Rio, 22 no total.
Uma das campeãs de 2017, quando dividiu o título com a Mocidade, a Portela levantou a Sapucaí com um enredo sobre refugiados e terminou o desfile na noite desta segunda-feira (12) com chance de levar o bicampeonato. Segunda escola a atravessar a avenida, a Portela já chegou à concentração com gritos de "é campeã" e contagiou a arquibancada, que cantou o samba durante todo o desfile.
A escola da carnavalesca Rosa Magalhães abordou a questão dos imigrantes e refugiados ao contar a história de judeus que se refugiaram em Pernambuco na época da dominação holandesa. Chamada de Majestade do Samba, a escola de Madureira detém o maior número de títulos no Grupo Especial do Rio, 22.
O tradicional abre-alas da escola não fugiu à regra e veio com a enorme águia no topo, junto com dezenas de integrantes com asas luminosas. Vieram de destaque Monarco e Tia Surica.
A atriz Sharon Menezzes, que já foi rainha de bateria da Portela, desfilou como musa.
Com recursos simples, Rosa Magalhães conseguiu belos efeitos nas alegorias. Um navio pirata era acompanhado de uma ala com fantasias que reluziam como a luz da lua no mar. Um enorme tatu abria o casco e revelava um canavial de integrantes em verde neon.
A bateria deu show executando o samba com bossas que passavam pelo xote e pelo baião e fazendo coreografia.



Grupo "Brilho do Mar", no desfile da Portela, reproduzia o brilho prateado da lua sobre o mar com roupas espelhadas (Foto: Alexandre Durão/G1)

União da Ilha

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A União da Ilha do Governador despertou os sentidos na Sapucaí ao mostrar os ingredientes, as cores e até os aromas da culinária brasileira. A escola foi a terceira a desfilar no segundo dia do Grupo Especial do Rio, com o enredo "Brasil bom de boca".
A musa Gracyane Barbosa foi rainha de bateria, à frente dos ritmistas vestidos de cozinheiros. O carro abre-alas tinha cheiro de café, e o carro sobre cacau exalava chocolate.
A ala das baianas virou "ala das bananas", em homenagem à pacova, nome que os índios davam à banana da terra na época da chegada dos portugueses.



Salgueiro


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Em busca de seu décimo título, após nove anos sem vencer, a Acadêmicos do Salgueiro fez um tributo às mulheres negras e buscou inspiração em um enredo que homenageou Xica da Silva, há 55 anos.
Os músicos da bateria se vestiram de faraós negros, com os rostos pintados de tinta preta. À frente estava a rainha Viviane Araújo como Hatshepsut, uma rainha-faraó do antigo Egito.
Os 3.600 componentes das 34 alas representaram guerreiras, revolucionárias, mucamas, mães, artistas e escritoras negras, como Auta de Souza, Carolina de Jesus e Maria Firmina. O sexto e último carro apresentou uma versão negra da Pietá de Michelangelo, em uma crítica às mães brasileiras que perderam seus filhos com a violência urbana.



Imperatriz Leopoldinense

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A Imperatriz Leopoldinense misturou realeza e ciência natural no desfile sobre os 200 anos do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. O carnavalesco Cahê Rodrigues se inspirou no filme "Uma noite no museu" e levou para a Sapucaí insetos, aves, fósseis e meteoros.
A escola abriu mão do tripé na comissão de frente e fez uma apresentação firmada na coreografia. O tempo de execução da performance, contudo, quase comprometeu o tempo de desfile.
A tenente do Corpo de Bombeiros Flávia Lyra estreou no posto de rainha da bateria, que por quatro anos foi ocupado pela atriz Cris Vianna.


Beija-Flor

Pabllo Vittar foi destaque de carro da Beija-Flor que tratava de intolerância (Foto: Alexandre Durão/G1)


A Beija-Flor de Nilópolis encerrou os desfiles com um paralelo entre o romance "Frankenstein", que faz 200 anos, e as mazelas sociais brasileiras. Corrupção, desigualdade, violência e intolerâncias de gênero, racial, religiosa e até esportiva formaram o cenário "monstruoso".
Os protestos fizeram coro com dois desfiles do dia anterior: do Paraíso do Tuiuti e da Mangueira.
O samba-enredo comandado por Neguinho da Beija-Flor e cantado alto pelo público da Sapucaí tem o título "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu".

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

1º dia carnaval do Rio de Janeiro.



O primeiro dia do Grupo Especial do Rio foi marcado por protestos nos desfiles e por problemas da Grande Rio, que estourou o tempo após ter um carro quebrado e perderá 0,5 ponto pelo atraso.
A Paraíso de Tuiuti recontou a história da escravidão no Brasil e fez críticas à reforma trabalhista aprovada recentemente.
O destaque ficou no último carro da escola, que levou um vampiro com uma faixa presidencial para a Marquês de Sapucaí.
A Mangueira condenou o corte de verbas da Prefeitura do Rio, que neste ano repassou menos dinheiro às escolas de samba, com críticas diretas ao prefeito Marcelo Crivella.
Também desfilaram neste primeiro dia Império Serrano, São Clemente, Vila Isabel e Mocidade Independente de Padre Miguel, que tenta o bicampeonato.




Império Serrano


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Após sete anos longe da elite, o Império Serrano retornou ao Grupo Especial e abriu o carnaval do Rio de Janeiro neste domingo (11).
Com enredo que homenageou a China, a escola verde e branca também lembrou Arlindo Cruz, sambista que se recupera de um AVC e é muito identificado ao Império.
Uma ala com 180 membros, incluindo Maria Rita e Regina Casé, usou camisas com as frases "Força, Arlindo" e "O show tem que continuar", além de uma ilustração com o rosto do cantor. A mulher dele, Babi Cruz, e o filho Arlindinho participaram da homenagem. Saiba mais sobre o desfile do Império Serrano.



São Clemente


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A São Clemente levou à Sapucaí um desfile sobre os 200 anos da Escola de Belas Artes (EBA) do Rio, na tentativa de conquistar o título inédito no Grupo Especial.
Carros e fantasias foram inspirados nas obras de grandes mestres da arte brasileira que têm ligação com a EBA, a mais importante escola de artes da América Latina. Algumas fantasias foram pintadas à mão, e alunos da Belas Artes participaram da produção no barracão da São Clemente. A escola também colocou o carnaval dentro do carnaval ao levar para a Sapucaí seis alas inspiradas em desfiles criados por carnavalescos formados na EBA.
A comissão de frente fez uma coreografia elaborada, que envolvia um telão de LED em uma alegoria móvel. O coreógrafo Kiko Guarabyra foi contratado em dezembro do ano passado e teve só dois meses para criar a apresentação e ensaiar os bailarinos.


Vila Isabel

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Terceira escola a entrar na Sapucaí no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio, a Vila Isabel contou as grandes invenções da humanidade, sob o comando do carnavalesco Paulo Barros.
Com o enredo “Corra que o futuro vem aí", a escola usou abusou do visual futurista, do brilho e das luzes. Vestidos de Leonardo da Vinci, integrantes da comissão e frente levaram círculos com projeção 3D à avenida. A fantasia da porta-bandeira também impressionou, com uma saia de LED "em chamas”.
Sabrina Sato, rainha de bateria, usou um look dourado e transparente que representou a "luz da inspiração". Já Martinho da Vila, presidente de honra da Vila e aniversariante do dia – ele completa 80 anos nesta segunda-feira (12) –, foi destaque no carro abre-alas.


Paraíso do Tuiuti

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A Paraíso do Tuiuti passou pela Sapucaí deixando uma pergunta: "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?"
A escola de São Cristóvão fez uma crítica ao racismo e às dificuldades dos trabalhadores brasileiros e recontou a história da escravidão no Brasil, nos 130 anos da Lei Áurea. A comissão de frente trouxe um "grito de liberdade", com bailarinos interpretando escravos negros sendo açoitados por um capataz.

Uma ala mostrou o trabalho informal, com integrantes fantasiados de ambulantes, e outra destacou os "guerreiros da CLT", com operários segurando uma carteira de trabalho gigante. O desfile também contou com "manifestantes fantoches", ironizando os "paneleiros" que vestiram verde e amarelo. O último carro chamou a atenção ao mostrar um vampiro com uma faixa presidencial


Grande Rio



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A Grande Rio fez um desfile saudoso e cheio de irreverência sobre Chacrinha, mas foi prejudicada porque o último carro quebrou na concentração, a 500 metros da entrada da Marques de Sapucaí.
A escola viveu momentos de drama, com buracos na avenida, e não conseguiu terminar o desfile dentro do tempo limite, atravessando o portão da dispersão após 1 hora e 20 minutos, estourando o tempo em 5 minutos. A ausência do último carro pode prejudicar as notas de alegoria e enredo, e a escola vai perder 1 décimo para cada minuto excedente no desfile – totalizando 0,5 ponto.
A atriz Juliana Paes voltou a pisar na avenida no posto de rainha da bateria da Grande Rio, escola que levou muitos famosos para a Sapucaí: Thayla Ayala, Monique Alfradique, Gretchen, Rita Cadillac, Wanderléa, Paloma Bernardi e David Brazil.



Mangueira

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Após o corte de verba da Prefeitura do Rio para as escolas de samba, a Mangueira levou para a Sapucaí o enredo "Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco".
Em clima de "protesto irreverente", vários trechos da letra do samba ironizaram a decisão de cortar os recursos destinados às escolas. Um dos carros representou o prefeito Marcelo Crivella como um boneco de Judas, acompanhado da frase: "Prefeito, pecado é não brincar o carnaval".
Em dia de escolas que abusaram de luzes de LED e efeitos especiais, a Mangueira se destacou pela aposta no saudosismo e no "carnaval retrô". A escola tem 18 títulos no Grupo Especial, e seu último campeonato foi em 2016.


Mocidade Independente



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A Mocidade Independente de Padre Miguel fechou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio exaltando a Índia e mostrando as semelhanças entre as culturas brasileira e indiana no enredo "Namastê... A estrela que habita em mim saúda a que existe em você".
A escola apostou em elefantes "puxando" o carro abre-alas e jacarés à frente do segundo carro. Com efeitos especiais, a comissão de frente levou "deuses e monges" para a Sapucaí, além de figuras emblemáticas como Gandhi (1869-1948).
Os 265 integrantes da bateria se vestiram como se estivessem a caminho de um casamento indiano

domingo, 11 de fevereiro de 2018

2° dia carnaval de São Paulo


Vai-Vai, Império de Casa Verde e Mocidade Alegre se destacaram no último dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval de São Paulo. X-9 Paulistana, Gaviões da Fiel, Dragões da Real e Unidos de Vila Maria também desfilaram pelo Anhembi. Nenhuma das escolas estourou o tempo de 65 minutos de apresentação.

Dois temas sobressaíram nesta segunda noite:
  • A homenagem a grandes nomes da música brasileira, com Gilberto Gil como inspiração da Vai-Vai e Alcione como musa da Mocidade Alegre
  • A crítica à situação política, econômica e social do país, presente nos desfiles da X-9 Paulistana, que levou fantasias de juízes e políticos ao sambódromo, e da Império de Casa Verde, que buscou referências na Revolução Francesa para falar do "caos do Brasil"
No primeiro dia de desfiles, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro e Mancha Verde roubaram a cena. A apuração das notas do Grupo Especial de São Paulo será realizada na próxima terça-feira (13).

X-9 Paulistana

De volta ao Grupo Especial de São Paulo, a X-9 Paulistana abriu o último dia de desfiles no Anhembi, na noite de sábado (10).
A escola foi a primeira a dar um tom político ao desfile, com o carro "A Casa da Mãe Joana", no qual os integrantes estavam vestidos de juízes e de políticos com malas de dinheiro e notas na cueca. Alguns deles tinha o terno sujo de lama e vestiam faixa presidencial.
Com Juju Salimeni como rainha da bateria, a X-9 ousou nas roupas minúsculas das beldades que representaram a escola. Uma passista precisou desfilar segurando o tapa-sexo, que se soltou do corpo. 
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Império de Casa Verde

A Império de Casa Verde juntou samba e Revolução Francesa para fazer uma crítica sobre o que chamou de "caos do Brasil". Segunda a desfilar no último dia do Grupo Especial de São Paulo, a escola da Zona Norte fez um paralelo entre o Brasil de hoje e a França do século XVIII.
A comissão de frente mostrou um plebeu perdendo a cabeça na guilhotina. O carro abre-alas representou o luxo da corte francesa, com cavalos brancos gigantes puxando uma carruagem. Já o último carro, "Tigre guerreiro: A nobreza do povo", retratou uma festa de plebeus para mostrar a vitória do povo contra a corrupção e as injustiças sociais.
Com esta participação, a Império de Casa Verde deu seu recado e ainda fez um dos mais luxuosos desfiles do carnaval paulistano.

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Mocidade Alegre

A Mocidade Alegre homenageou a cantora Alcione em seu desfile, com o enredo “A voz marrom que não deixa o samba morrer". E teve Alcione do início ao fim: a cantora deu a introdução para o grito de guerra no começo do desfile e, depois, foi correndo para subir no carro em que foi destaque, o último.
O desfile lembrou a trajetória da artista com foco no repertório a partir dos anos 1970. Em 2018, a cantora completa 70 anos de idade e 45 de carreira.
O samba e as fantasias citaram músicas conhecidas na voz da Marrom: "Juízo final", "O que eu faço amanhã", "À flor da pele", "Delírios de amor" e, principalmente, "Não deixe o samba morrer", que foi a base do refrão. 
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Vai-Vai

A Vai-Vai envolveu o público do Anhembi com um belo desfile em homenagem ao cantor Gilberto Gil, e o samba-enredo criado com versos do cantor ficou poderoso e pegou.
A bateria inovou e fez passagens com o timbau, que os mestres Tadeu e Beto incluíram em referência aos Filhos de Gandhi, afoxé que desfila com Gil no carnaval da Bahia. Os Filhos de Gandhi também foram tema do último carro, que trouxe Gil com a mulher, Flora, e o filho Bem.
A Vai-Vai, que já foi campeã do carnaval paulistano 15 vezes, sendo a agremiação com mais troféus, terminou seu desfile como uma das favoritas ao título do Grupo Especial. O último troféu da escola foi em 2015, com um enredo sobre a cantora Elis Regina.
Gilberto Gil, homenageado da Vai-Vai (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Gaviões da Fiel

Quinta escola a passar pelo Anhembi na madrugada deste domingo (11), a Gaviões da Fiel contou a história de Guarulhos, cidade com a segunda maior população do estado de São Paulo.
Sidnei França, carnavalesco estreante na Gaviões, apresentou uma fábula protagonizada pelos índios Guarus, habitantes da região. Várias alas e fantasias apostaram em tons de dourado e prateado, para retratar a busca por riquezas no local e uma "maldição" com a chegada de pessoas gananciosas, os brancos.
Sabrina Sato, madrinha de bateria, veio com uma fantasia formada por uma espinha de peixe e duas estrelas do mar nos seios. Durante o desfile, a torcida da escola acendeu sinalizadores e muita fumaça cobriu o sambódromo.

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Dragões da Real

A Dragões da Real levou a música caipira ao carnaval de São Paulo. Sérgio Reis participou da comissão de frente, interpretando um fazendeiro em meio a camponeses, e Roberta Miranda foi destaque em um carro que mostrava a música sertaneja moderna se tornando "chique".
Assim como outros enredos da noite tiveram tema musical, as referências a canções sertanejas conhecidas ajudaram a ganhar o público: "Romaria", "Estrada da vida", "Ainda ontem chorei de saudade", "Evidências", "Fio de cabelo", "Galopeira", "Rancho Fundo", "É o amor".
A Dragões da Real nunca foi campeã do Grupo Especial, mas bateu na trave em 2017, ficando com o 2º lugar. 
A Dragões da Real desfila com o enredo "Minha música, minha raiz! Abram a porteira para essa gente caipira e feliz" (Foto: Fábio Tito/G1)

Unidos de Vila Maria

A Unidos de Vila Maria fechou o carnaval de São Paulo cantando o México e os personagens de "Chaves" e "Chapolin", criados por Roberto Bolaños (1929-2014). Os 280 membros da bateria estavam vestidos de Chaves, e outra ala lembrou Dona Florinda, Quico, Seu Madruga, professor Girafales e Dona Clotilde.
Além dos seriados mexicanos, ícones como a pintora Frida Kahlo (lembrada pelas baianas) e os mariachis tiveram destaque. A escola da Zona Norte começou seu desfile mostrando o México como "berço das civilizações maia e asteca"; depois, festividades típicas do país apareceram nas alegorias, como a Procissão da Virgem Guadalupe, a Festa da Independência e o Dia dos Mortos.
Após sua saia cair, a primeira porta-bandeira, Laís, sambou com uma bermuda preta e, depois, com um pano amarrado à cintura. A escola pode perder pontos. O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira (Bruno e Jéssica) foi promovido ao posto principal.
Bateria da Unidos de Vila Maria conta com 280 ritmistas (Foto: Fábio Tito/G1)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

1° dia Carnaval S. Paulo






Acadêmicos do Tatuapé, Mancha Verde e Rosas de Ouro se destacaram nesta 
sexta-feira (9), 1º dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval 
de São Paulo. Independente Tricolor, Unidos do Peruche, Acadêmicos do Tucuruvi e Tom Maior 
também desfilaram pelo Anhembi.
Nenhuma das sete escolas estourou os 65 minutos de desfile. Apenas a Independente Tricolor que deverá perder 1,2 ponto por conta de um problema no carro abre-alas, 
que teve de ser rebocado.
Dois temas foram predominantes neste primeiro dia:
  • O terror e as imagens assustadoras, presentes no samba-enredo da Independente Tricolor e em fantasias de caveira da Acadêmicos do Tatuapé, Acadêmicos do Tucuruvi e Rosas de Ouro
  • O samba falando de samba, com Martinho da Vila como homenageado da Unidos do Peruche e o grupo Fundo de Quintal como inspiração da Tucuruvi

Independente Tricolor
Zé do Caixão é homenageado no carro abre alas da Independente Tricolor (Foto: Ardilhes Moreira/G1)















estreia no Grupo Especial de São Paulo e abriu o carnaval contando a história dos filmes de terror. O carro abre-alas da 
escola, que fez uma homenagem ao cineasta Zé do Caixão, 
teve o eixo quebrado e precisou ser rebocado durante todo o 
desfile, o que fará a Independente perder 1,2 ponto, segundo 
 Liga.
A ex-dançarina do É o Tchan Sheila Mello, que pela primeira 
vez foi madrinha de bateria, passou um sufoco e precisou de 
ajuda para remendar a costura de sua fantasia, que estourou 
no início do desfile.

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Unidos do Peruche
Carro alegórico da Unidos do Peruche (Foto: Fábio Tito/G1)
















Segunda escola a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial 
de São Paulo, a Unidos do Peruche levou ao Anhembi um 
enredo em homenagem aos 80 anos do cantor e compositor Martinho da Vila, que faz aniversário no dia 12 de fevereiro, segunda-feira de carnaval. Com trajetória na Unidos da Tijuca, 
o carnavalesco Mauro Quintaes preparou um desfile cheio de referências musicais, do Brasil à África, na tentativa de levar o título.
Martinho da Vila surgiu no topo do último carro da Peruche, 
com a velha guarda da escola; à frente da alegoria, uma ala só 
com parentes do músico, entre eles a filha Mart’nália

Martinho da Vila, homenageado da Unidos do Peruche; compositor desfilou no último carro (Foto: Fábio Tito/G1)


Acadêmicos do Tucuruvi
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Depois de ter perdido 90% de suas fantasias em um incêndio 
no dia 4 de janeiro, é possível dizer que a Acadêmicos do 
Tucuruvi renasceu das cinzas na madrugada deste sábado 
(10).
Quem comandou a recuperação do desfile em tempo recorde 
foi o carnavalesco Flávio Campello, campeão em 2017 pela Acadêmicos do Tatuapé. Com o tema “Uma Noite no Museu”,
 a escola fez uma viagem pelos museus do mundo, 
terminando com uma homenagem aos museus brasileiros, 
como o do Futebol.

O desfile da Acadêmicos do Tucuruvi, contudo, foi simbólico: 
a escola não será julgada, nem poderá ser rebaixada, por 
conta do incêndio.
Mancha Verde
A rainha Viviane Araújo puxa a Mancha Verde, que desfila com o enredo "Amizade, a Mancha agradece do fundo do nosso quintal" (Foto: Fábio Tito/G1)


A Quarta escola a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial de 
São Paulo, a Mancha Verde usou as músicas do Fundo de 
Quintal e os 40 anos do grupo para falar da relação entre 
samba e amizade.
O carro abre-alas fez referência ao bloco Cacique de Ramos, 
que deu origem ao Fundo de Quintal, e a rainha Viviane Araújo, há 12 anos à frente da bateria, estava vestida de índia.

As baianas se inspiraram na cantora Beth Carvalho, uma das madrinhas e parceiras do grupo, e os integrantes do Fundo de Quintal estavam no último carro, que levou o nome de 
“O show tem que continuar”
Acadêmicos do Tatuapé
Acadêmicos do Tatuapé homenageia estado do Maranhão no carnaval 2018 (Foto: Fábio Tito/G1)


Acadêmicos do Tatuapé entrou na avenida em busca do bicampeonato com um samba-enredo sobre o estado do 
Maranhão. A escola da Zona Leste, que conquistou em 2017 
seu primeiro título no Grupo Especial de São Paulo, apostou 
em um desfile tradicional, que aconteceu sem imprevistos.
Um dos destaques foi a bateria, que interagiu com os 
integrantes fazendo "apagões": os instrumentos davam trégua,
 e a escola podia cantar o samba.

A Acadêmicos do Tatuapé ainda apostou em uma bossa ao 
ritmo de reggae, muito popular no Maranhão, e em carros alegóricos que mostravam a culinária, a história e a natureza 
desse estado do Nordeste do Brasil. 
Rosas de Ouro
Ellen Rocche desfila na Rosas de Ouro


Penúltima escola a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial 
de São Paulo, a Rosas de Ouro provou que o samba e o 
sertanejo podem se misturar para narrar a vida dos 
caminhoneiros no Brasil.
A atriz Ellen Rocche, atualmente um dos destaques da novela 
"O Outro Lado do Paraíso" no papel de Suzy, completou seu 
11º ano como rainha da bateria da Rosas de Ouro.

O carro abre-alas era uma homenagem a São Cristóvão, 
padroeiro dos motoristas, e entrou puxado por dois grandes caminhões dourados. Já a dupla Maiara e Maraisa esteve no 
último carro do desfile, que representava o retorno dos caminhoneiros para casa
Rita Cadillac é barrada em estúdio da Globo após desfile da Rosas de Ouro
Caso Lastimável.
[Rita Cadillac é barrada em estúdio da Globo; confusão envolveu a dupla Maiara e Maraísa]
A confusão envolveu a dupla Maiara e Maraísa

Com seu estúdio de vidro ao final do sambódromo, a Rede Globo busca na dispersão os artistas mais famosos que participaram do desfile de cada escola.
Ao final do desfile da Rosas de Ouro, a rainha de bateria
Ellen Roche foi a primeira levada para falar com a emissora.
Logo após a participação da musa, a dupla sertaneja Maiara e Maraísa foi escoltada por membros da diretoria da
agremiação e produtores da emissora para participarem
ao lado de Chico Pinheiro da transmissão ao vivo.
Mas a quase tradicional confusão que se segue em torno das celebridades ganhou um contorno diferente. Junto com a
dupla sertaneja a comitiva da escola levava Rita Cadillac.
A ex-chacrete foi barrada pela emissora e eis que uma
confusão se seguiu com muito bate-boca e um impasse,
já que a equipe da emissora não queria liberar a entrada de
Rita.
Constrangidas, a sertanejas deram um beijo na musa dos
anos 80 e juntamente com os membros da escola de samba voltaram para a dispersão sem falar com a Globo.
Tom Maior
Simone, primeira porta-bandeira da Tom Maior, é casada há mais de 20 anos com Jairo, seu mestre-sala (Foto: Marcelo Brandt/G1)



A Tom Maior fechou a primeira noite no Anhembi, na manhã 
de sábado (10), contandoa história de duas Leopoldinas: a Imperatriz (1797-1826) e a escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense.
O desfile destacou momentos históricos do Brasil, como a declaração da independência. No carro abre-alas, a escola representou o momento em que a Imperatriz Leopoldina 
deixou a Europa em direção ao Brasil.
Um dos destaques foi o segundo carro, que trazia uma arara gigante, além de uma onça, tucanos e borboletas. A ideia foi mostrar a paixão de Leopoldina pela fauna e flora brasileiras.

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